quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Prazer em conhecê-lo, jornalismo. Me chamo Rede Social!

A Internet, famosa ferramenta que possibilita a Web, já existe desde a segunda metade do século XX. O que hoje é acessível para muitos, antes era um artigo exclusivo e de luxo utilizado por universidades e bases militares ao redor do mundo. As informações importantes precisavam ser compartilhadas com segurança e velocidade, e a Internet atendia essas necessidades. Depois de anos de uso exclusivo de universidades e governos, a Internet trouxe ao mundo uma revolução digital chamada Web. Hoje, com seus 30 e poucos anos, a Web muda seus usuários e é mudada por eles constantemente. E enganam-se aqueles que pensam que este processo é lento. Muito pelo contrário. Este processo de alimentação e retroalimentação é dinâmico, acontecendo sempre que alguém entra em contato com Web, independentemente da região do mundo que está conectado.
Se a Web afetou a vida de tudo e de todos, com o jornalismo não seria diferente. Em um primeiro momento, a aproximação foi tímida, o que não tem nada de absurdo visto que o jornalismo estava diante de uma situação nova. Mas logo ficou claro que aquilo não era mais uma moda tecnológica com prazo de validade bem estipulado. O jornalismo tinha que se associar à Web. Jornais, redes de televisão e rádios criaram portais para começarem a divulgar as matérias que eram vinculadas durante a programação. Era necessário atingir um público novo e que crescia constantemente, divulgar as informações e investir nesse novo modelo, pois a concorrência fazia o mesmo. A versão online deu tão certo que jornais deixaram de ser impressos passando a ser exclusivamente digitais.
Como o mundo da Web é muito dinâmico, novidades surgem a todo o momento. A mais nova febre digital se chama Rede Social. São “locais” em que as pessoas estão conectadas e interagindo. Conversam por textos ou utilizam ferramentas audiovisuais, trocam fotos, vídeos, músicas. Fazem tudo aquilo que uma sociedade faz, mas pelo computador. Muitas vezes estão separadas por milhares de quilômetros, mas possuem uma relação de intimidade infinitamente maior que aquela existente com o vizinho. E quem achava que esta também seria mais uma moda da tecnologia com curto prazo de validade estava muito enganado. As redes sociais surgiram como febre e continuam sendo uma febre mundial. Ora, se pessoas do mundo todo estão conectadas, conversando e trocando informações, o jornalismo não poderia ficar de fora desse campo fértil que, permite como poucos, a interatividade com o público. Hoje, os veículos de comunicação estão nas redes sociais, interagindo com o público, participando de ciclo de informações (enviam e recebem notícias) e chegando a lugares que antes eram impensáveis. Quem acreditaria que poderia acessar a Internet de seu celular e saber informações sobre esporte, política, economia, clima ou trânsito. É algo fantástico, revolucionário. As redes sociais permitem que o jornalismo leve a informação a um número muito maior de pessoas. É claro que os problemas existem. Fica muito difícil ter um embasamento de determinado assunto com apenas 140 caracteres. Mas não se pode negar que este é o pontapé inicial para que o receptor da informação busque o complemento adequado daquilo que lhe interessa. A imprensa também deve ficar atenta para não cometer equívocos, principalmente de apuração. Vários casos já chamaram a atenção do mundo inteiro e não passavam de um mero trote digital. Nesses equívocos, o jornalista, na ânsia de produzir uma matéria repleta de fatos curiosos e que certamente terá grande repercussão, comete erros de apuração e publica algo que não existe e era vinculado nas redes sociais. Para o público, a rede social pode ser vista como ponto de partida para buscar novas informações e local de debates que provocam conseqüências importantes, como observamos nos recentes movimentos populares ocorridos nos países árabes. Manifestações de idéias, passeatas, conflitos e outros pontos foram discutidos e decididos pelas redes sociais. Já o jornalista tem uma grande fonte de pautas, mas tem que ficar atento para a apuração, fundamento básico da profissão.
O jornalismo e as redes sociais estão mais ligados que nunca. Se um souber como se abastecer do outro, será uma relação que só terá pontos positivos para os dois.

Rui Chaves fala da relação Jornalismo X Redes Sociais
O jornalista da Rede Itatiaia, Rui Chaves, falou sobre como enxerga a aproximação entre jornalismo e redes sociais e o que pensa sobre o futuro dessa relação.

O malandro da rede
Em passagem por Belo Horizonte para apresentação e divulgação de sua peça stand-up, o humorista Sérgio Mallandro ressaltou a importância das redes sociais para divulgação de seus shows e ainda fez um convite a todos para acompanhá-lo em uma rede social.









Gabriel Medeiros.



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